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Aguapeí-mirim em língua
indígena que significa um afloramento d`água
que os índios pensavam ser uma nascente, nome que originou
Guapimirim. Local que servia de povoado
no recôncavo da Baía de Guanabara, então
habitada pelos Índios Tamoios. Denominado
pelos índios que viviam em torno de uma nasacente na
região do Vale das Pedrinhas, que significa Nascente
Pequena. Vale das Pedrinhas, onde
se localizam os sambaquis (estruturas arqueológicas
dos antigos habitantes da planície litorânea que
ocuparam esta faixa geográfica, datam, provavelmente
de 8.000 (oito mil) anos, foram identificados no ano de 1975,
aldeamento Tupi-Guarani, além dos Timbiras, Tupinambás
e Tamoios.) Com a chegada dos portugueses, os Timbiras
subiram a serra e descobriram o rio Guapimirim, que deu nome
ao município, e era por onde as tropas (tropeiros) passavam,
levando mercadorias para o sertão das Minas Gerais e,
traziam de lá ouro e pedras preciosas. Os primeiros
registros datam de 1674 e falam de um povoado as margens do
rio Guapimirim, abençoado pela Igreja de N. Sra. D’Ajuda,
primeira igreja construída na região. Destruída
e reconstruída em 1753. Patrona de todas as Igrejas
do Município). |
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| » Igreja
de N. Sra D`Ajuda - ano 1700 |
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No
final do século
XVIII surgiu o povoado de Santana, ponto onde as caravanas
de viajantes e desbravadores, que seguiam em direção
a Teresópolis,
paravam. O lugar chamava-se Porto Modelo. Iam ao lombo de
burros, e ali dormiam, bebiam água pura, comiam, rezavam
na capela de Santana do Bananal onde muitos morriam de febre
de todos os tipos, sendo então enterrados no cemitério
do Bananal, que ficava no caminho dos animais e
das tropas que ultrapassavam a serra levando-os pelas trilhas
sertanejas para as Minas Gerais. Nessa época surge
também o povoado da Barreira, a origem desse nome
deve-se ao fato de ali ter sido instituído o primeiro
pedágio em terras brasileiras por D. Pedro I, onde
está localizada a Igreja de N. Sra. da Conceição
1713 (Localizada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos
em uma pequena ilha que se forma pela queda do Rio Guapi,
envolvida por densa vegetação do Parque Nacional
da Serra do Órgãos. A sua frente estende-se
um terreno formado por muros de arrimo que serve de adorno.
O caminho que dá acesso à capela era o antigo
leito da estrada de ferro que ligava o cais de Piedade a
Teresópolis). Tombada pelo Iphan, é outro
valioso patrimônio
histórico-artístico-cultural, também
recentemente restaurada e que mantém preservadas as
características originais. |
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| » Igreja
de N. Sra da Conceição - ano 1713 |
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O Centro
de Visitantes Von Martius - um casarão do inicio
do século
XIX, que foi a sede de uma antiga fazenda da região
(Fazenda da Barreira). Recentemente restaurado, preserva
as características originais da arquitetura da época
e é cercado de belezas naturais da Mata Atlântica.
Recebeu este nome por ter abrigado aqui o naturalista alemão
Karl Friedrich Von Martius durante a expedição
científica que produziu valiosos trabalhos na área
de Botânica. Atualmente o Centro de Visitantes dispõe
de auditório equipado de aparelhos de TV e vídeo,
banco de informações sobre temáticas
ambientais e videoteca composta de coleções
de produções voltadas à educação
ambiental.
O casarão também abrigou a Princesa Izabel
e o Conde d´Eu, o Imperador D. Pedro II . |
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| » Centro
de Visitantes Von Martius |
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| » Saiba
mais sobre Karl Friedrich von Martius, 1794-1868 |
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Na
Fazenda da Barreira, em 1844, através
de serviço do Ministério da Agricultura do Império,
deu-se início ao cultivo da “Quina Calisaia” com
a implantação de sementeiras, chegando a ser
registrado 12.000 pés da planta, tendo um papel importante
no fornecimento de quina ao Exército Brasileiro durante
a guerra do Paraguai.
“A Barreira” (o nome): Esta é uma região
por onde passavam tropeiros, levando mercadorias para o sertão
de Minas Gerais e traziam de lá ouro e pedras preciosas,
consolidando a famosa rota do ouro que cortava a Serra dos Órgãos
até o Alto Soberbo. No Século XVIII, bem próximo
de onde hoje está a Igreja de N.Sra. da Conceição,
o Império determinou a instalação de um
pedágio, o primeiro do Brasil, um tipo de barreira alfandegária,
daí o nome Barreira.
A trilha das ruínas é um atrativo natural
recentemente descoberto pela equipe de arqueologia da UFRJ,
e está em processo de escavação, mas
há informações e levantamentos que
indicam ter sido uma estação de tratamento
do plantio da Quina. |
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| » A
histórica linha férrea |
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Alguns
remanescentes da ferrovia ainda se encontram nesta região. O leito da linha do trem aparece em alguns
pontos do bairro, como o pontilhão em frente à Igreja
de N.S. da Conceição. O trecho da estrada de
ferro que ligava Guapimirim à Teresópolis foi
construído em duas etapas. O primeiro trecho, que
ligava o centro de Guapimirim à Barreira foi inaugurado
em 1904. A segunda parte, da Barreira ao Alto Soberbo, em
1908. Com as políticas de erradicação
de ramais ferroviários deficitários, além
da pressão internacional da indústria automobilística
e com o andamento das obras da rodovia (BR116), inaugurada
em 1959, o trem corta a serra pela ultima vez em 9 de março
de 1957. Ao contrário do que alguns acreditam, não
foram os acidentes na serra que contribuíram para
a extinção da ferrovia. Mesmo porque foram
pouco significativos. |
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| » Guapimirim,
nosso orgulho |
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Nosso
município, com 345 km2, tem de 70% de área
preservada protegida por Unidades de Conservação.
Nossos rios ainda oxigenam grande parte da Baía de
Guanabara, o que nos dá orgulho e nos faz pensar que
ainda há tempo de se preservar o planeta.
O Centro
de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), localizado no bairro
Paraíso, já recebeu a
visita ilustre da Rainha Elizabeth II da Inglaterra. Lá está preservado
o esqueleto do célebre “Macaco Tião”.
Abriga também alguns espécimes de Mono Muriqui
(ou Mono Carvoeiro), o maior primata das Américas,
que só é encontrado na nossa Mata Atlântica
e está entre as 35 espécies mais criticamente
ameaçadas da Terra. Na língua tupi Muriqui
significa “povo manso da floresta”, pois os indivíduos
são bastante sociáveis entre si. São
vistos se abraçando com bastante freqüência.
Do
Alto Soberbo podemos ver a Baía de Guanabara e
os belos picos da Serra dos Órgãos (Escalavrado,
Dedo de N. Senhora, Boca de Peixe e Garrafão), com
destaque para o Dedo de Deus, denominado pelos indígenas
de “Pua-Tupã”. Nas suas encostas existiu
o quilombo da Serra, onde sobressaiu a luta de uma escrava
chamada Maria da Conceição, a Maria Conga.
O Dedo de Deus mede 1.695 m de altura e, de acordo com a
base cartográfica do IBGE, está dentro do território
de Guapimirim, sendo considerado o símbolo do alpinismo
brasileiro. |
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fonte:
SILVA,
Luíz Fernando Saraiva da, 2006 - Programa Nacional
de Municipalização do Turismo: Sustentabilidade e descentralização
das políticas de turismo no recém criado
Município de Guapimirim, RJ, apresentada junto ao
PGCA/UFF; |
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